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Último episódio da Saga Portucalense: o fim de um país

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 01.11.10

Este é mesmo o último episódio da Saga Portucalense, o fim de um país tal como o conheci ou pensei conhecer. Aliás, o Vozes Dissonantes andou sempre à volta desta triste saga, sobretudo no seu período de vida blogosférica, de Agosto de 2007 a 1 de Novembro de 2010: 3 anos e 3 meses.

Têm aqui tudo o que consegui destacar, baseada nas minhas limitadas deduções é claro, porque não temos acesso aos dados que importam, os que nos dão não são fiáveis.

É só linkar a palavra-chave Saga Portucalense, está lá o essencial.

 

Manterei aqui a lista dos links actualizada, porque estão a surgir novos lugares blogosféricos interessantes e virados para o futuro, embora num país sem futuro.

 

Mas, coragem, gerações mais novas, não é obrigatório ficar aqui a vegetar, aproveitem todas as hipóteses possíveis que a vida vos der. Se não vos forem dadas, procurem-nas, inventem-nas, sejam criativos. Para já estudem, apliquem-se, não se conformem com a educação normalizada socialista, leiam, procurem, exercitem a reflexão.

O vosso futuro não está irremediavelmente colado ao desastre nacional, à decadência nacional. Libertem-se de destinos medíocres que vos querem aplicar, das propostas de uma vida superficial e sem princípios, essa via só vos levará à decadência. Esse caminho é, aliás, tão velho como o caminho palmilhado pela barbárie no seu percurso cultural difícil e penoso.

O vosso futuro dependerá da vossa criatividade e do vosso desejo de autonomia. É claro que, no séc. XXI, esta autonomia é desenhada numa interdependência, só quem perceber isso se irá adaptar aos novos desafios.

Palavras-chave: reflexão, criatividade, rapidez, flexibilidade, relativa autonomia, interdependência, capacidade de escolha, decisões rápidas e eficazes, consciência baseada no respeito pelo grupo e pelas prioridades, acordos leais.

Já perceberam a ideia geral, não é?

 

 

De resto, nada mais a acrescentar. Gostei de aqui vir. Ao acompanhar esta triste saga portucalense, acabei por perceber melhor o meu próprio percurso. E isso foi muitíssimo útil, pois permitiu-me mudar a minha perspectiva e perceber finalmente as grandes ilusões e as grandes esperanças logradas. A idade aqui também tem um papel importante, claro está. A partir de certa altura, simplesmente não queremos perder tempo, o tempo passa a ser precioso.

 

Continuam a ouvir-me no Rio sem Regresso, n' As Coisas Essenciais e, em óptima companhia, na Farmácia Central.

Um abraço blogosférico, sobretudo às gerações que herdaram um país destruído e dependente, que a minha geração, e as antecedentes, lhes vão deixar sem terem responsabilidade alguma nisso.

E um sorriso, a nossa melhor aquisição cultural enquanto espécie, a mais poética e luminosa.

Que a boa sorte e a inspiração (que é sempre divina), vos acompanhem sempre, queridos Viajantes!

 

 

 

publicado às 10:55


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